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Primeiro Gripen E produzido no Brasil pela Embraer realiza voo inaugural.
📸 Embraer
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A Orbital Engenharia S.A. está desenvolvendo o Spider MSS, sigla de Modular Strike System, um pequeno sistema aéreo não tripulado concebido em torno da ideia de plataforma única reconfigurável, capaz de passar de FPV de ataque a multirrotor de reconhecimento e vigilância apenas trocando módulos.
A estrutura é em fibra de carbono e aceita braços curtos ou longos desenhados especificamente para encaixar na carenagem, o que permite ajustar envergadura e autonomia conforme a missão. O nariz é intercambiável e pode receber um lançador de granadas de 40 mm, ainda em desenvolvimento, ou um conjunto optrônico eletro-óptico e infravermelho. Há também um trilho padrão MIL-STD-1913, que abre a possibilidade de instalar mecanismo de lançamento de munição, iluminador tático ou carga explosiva fixa.
Entre as características divulgadas estão construção simplificada, materiais leves e resistentes, desdobramento rápido, longo alcance, navegação por FPV e por GNSS, e telemetria com salto de frequência, recurso que dificulta a interferência eletrônica sobre o enlace.
O que mais chama atenção no conceito é justamente a modularidade, porque ela ataca um problema logístico concreto. Em vez de manter frotas distintas para observação e para ataque, com cadeias de sobressalentes e treinamento separados, a fração passaria a operar uma única célula e configurá-la conforme a tarefa. Vale registrar que a Orbital atua desde 2001 em defesa, segurança e espaço, e foi a produtora original do míssil anticarro MSS 1.2, posteriormente assumido pela SIATT.
Foto: Glauco Dias Costa: lnkd.in/p/duViZiGh
Helicopteros = ❤️
PANTERAS NEGRAS EN EL AIRE
UH-1H, Black Hawk y Bell 412 del Grupo de Aviación Nº 9 despegaron para la #ParadaMilitar2026.
Una participación histórica que marcó la última presentación del UH-1H en esta ceremonia.
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Nos dias 21 e 22 de setembro, a Diretoria de Fabricação realizou, na fábrica da IDV, o Recebimento Técnico da 1ª Viatura Blindada Multitarefa – Leve Sobre Rodas 4x4 Guaicurus, no âmbito do Contrato nº 05/2024-DF.
O Contrato prevê a obtenção, por nacionalização, de 420 viaturas.
Exército Brasileiro consulta o mercado para aquisição de 264 miras ópticas 1x
A RFI prevê miras reflex/LED ou holográficas, compatíveis com visão noturna e trilhos Picatinny, peso máximo de 350 g e autonomia mínima de 800 horas.
Information to decide. Technology to operate.
The Nauru Family is an example of this capability, already operating with the Brazilian Army and Navy, as well as Censipam and other institutions, supporting continuous monitoring missions.
#XmobotsDefense #MissõesISR
Sistema antidrones empleado por el Comando de Frontera y 5.º Batallón de Infantería de Selva. 🇧🇷
Fuente: youtu.be/kNDOQncbU8g
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Começo aqui uma série de posts sobre as tendências que vão definir os carros de combate das próximas décadas, e este primeiro texto trata exclusivamente do poder ofensivo, ou seja, do canhão principal dos novos e futuros MBTs. E, de antemão, já peço desculpas pelo longuíssimo texto mas não tive escolha.
O 120 mm reina como padrão ocidental desde os anos 1980, mas quando se olha o que Europa, Rússia e China estão fazendo hoje, aparecem três filosofias completamente distintas sobre como resolver o mesmo problema, e a divergência entre elas diz muito sobre para onde o carro de combate está indo.
O ponto de partida é entender por que o 120 mm começou a ficar apertado, e para isso basta olhar os números. Um Rheinmetall L55 dispara um APFSDS de 984 milímetros e cerca de 20 quilos com energia de boca na casa dos 12 MJ, dos quais aproximadamente 6 MJ chegam efetivamente ao alvo, já descontadas a perda do sabot e a fricção em voo. Isso resolvia qualquer blindagem soviética de terceira geração, e a Rheinmetall ainda espremeu mais desempenho com o L55A1 de 2016, que elevou a pressão de câmara e rendeu cerca de 20% a mais de penetração, além da evolução da munição do DM53 para o DM63 e depois o DM73. O problema é que essa margem se esgota justamente quando surgem alvos projetados para a década de 2040, e sobra pouco espaço para continuar aumentando pressão num tubo cuja geometria interna é a mesma desde o L44.
A resposta alemã foi o caminho do meio, com o Rh-130 L51 apresentado em 2016 e depois estendido para L52. Aumentando o calibre em apenas 8% e o volume de câmara em 50%, a Rheinmetall promete cerca de 50% mais energia cinética que o 120 mm, mirando algo entre 13 e 14 MJ de impacto, com munição de 1,3 metro e 40 quilos. O conjunto pesa cerca de 3.000 quilos na versão L51 e 3.500 na L52, e a lógica por trás disso é evolutiva, já que o 130 mm nasceu para poder substituir um 120 mm em torres existentes, com munição ainda relativamente compacta e a possibilidade de carregamento manual ou semiautomático em algumas configurações. É a solução de quem quer ganho real sem quebrar a cadeia logística inteira, e ela já aparece no KF51 Panther, no demonstrador KF51-U com torre não tripulada e no programa italiano da Leonardo Rheinmetall Military Vehicles.
A resposta francesa foi bem mais ambiciosa, e o ASCALON da Nexter, cujo nome significa Autoloaded and SCAlabLe Outperforming guN, parte de um raciocínio quase oposto. Em vez de aumentar a pressão para extrair mais energia, os franceses foram para 140 mm e fizeram o contrário, mantendo a pressão de pico até mais baixa que a do 120 mm atual e compensando com um volume de câmara duas vezes e meia maior que o do canhão do Leclerc. O resultado é uma energia de boca entre 17 e 20 MJ que entrega algo em torno de 7 a 8 MJ no alvo, suficiente para bater um T-90M e mesmo um T-14, ainda que no limite contra o arco frontal considerando o ângulo do glacis. O detalhe contraintuitivo é que, apesar do calibre maior, o canhão pesa cerca de 3.000 quilos contra os aproximadamente 4.100 do L55 montado, e foi projetado para caber num carro de 55 a 60 toneladas, que é exatamente a massa-alvo do MGCS.
Essa escolha de manter a pressão baixa é o que considero mais inteligente no projeto francês, porque ela é o que dá ao ASCALON o "S" de escalável. Um canhão que já nasce no teto de pressão não tem para onde crescer, enquanto um que opera folgado pode receber aumentos de pressão ao longo da vida útil e acompanhar a evolução das blindagens que ainda nem existem. A Nexter trabalha em paralelo com penetradores de razão de aspecto muito maior que os atuais 30 a 35, buscando manter mais energia até o alvo, e vale registrar que os franceses descartam urânio empobrecido por considerarem o ganho marginal, menos de 6% sobre o tungstênio, o que faz do problema uma questão de aerodinâmica e massa, não de material exótico.
Vale abrir um parêntese aqui, porque nada disso é inédito, e os americanos chegaram a esse mesmo ponto há mais de trinta anos. Diante do temor de um futuro carro soviético superior, os Estados Unidos desenvolveram o XM291, conhecido como Advanced Tank Cannon, um canhão modular de duplo calibre que permitia alternar entre 120 e 140 milímetros apenas trocando o tubo, acompanhado do carregador automático XM91 e de uma família própria de munição de 140 mm. O sistema foi testado no CATTB, banco de provas sobre casco de M1A1, e depois no demonstrador Thumper, construído pela Lockheed Martin sobre chassi de Abrams, com a versão de 140 mm entregando cerca de 20 MJ de energia de boca e penetração reivindicada na casa dos mil milímetros de aço homogêneo. Os ensaios do CATTB em 1990 foram considerados positivos, e mesmo assim o programa morreu. A União Soviética desapareceu em 1991, a ameaça que justificava tudo aquilo evaporou, e o recuo do novo canhão exigia uma redesenho profundo da torre que ninguém quis pagar, de modo que o Thumper foi encerrado em 1992 e o esforço migrou para a modernização do que já existia, resultando no M1A2. Vale notar que a energia prometida pelo ASCALON hoje está na mesma faixa daquela alcançada por um canhão americano de 1990, o que sugere que o obstáculo nunca foi puramente técnico.
A Rússia trilhou um caminho diferente dos dois, e a história dela é a mais reveladora de todas, porque começou antes e foi mais longe. Ainda no início dos anos 1980 o Escritório de Projetos Morozov, em Kharkiv, iniciou o Objekt 477, conhecido como Molot, Bokser ou Nota, montando o canhão de 152 mm 2A73 numa torre não tripulada com a guarnição alojada no casco, ou seja, exatamente o conceito que o T-14 apresentaria trinta anos depois. O projeto preliminar ficou pronto em 1984, o técnico em 1985 e o primeiro protótipo em 1987, com carregador automático capaz de 14 tiros por minuto e munição de peça única que chegava a 1,4 metro de comprimento. O que travou o programa não foi o canhão em si, e sim a confiabilidade do carregador automático, que funcionava na bancada mas falhava instalado no carro, somada ao atraso crônico da indústria eletrônica soviética diante de um veículo que precisava ser recheado de sensores e termovisores.
Em paralelo vieram outras tentativas na mesma direção, como o Obiekt 292, de 1990, que montou o LP-83 de 152,4 mm sobre casco de T-80U e entregou 50% mais energia de boca que o 2A46 mantendo praticamente o mesmo recuo, ainda que ao custo de recarga mais lenta e de velocidades de giro de torre e tubo menores por causa do peso da arma. Depois veio o 2A83 no Obiekt 195, com números expressivos, de 25 MJ de energia de boca contra os 15 MJ do 2A82, velocidade inicial de 1.980 metros por segundo, penetração reivindicada de 1.024 milímetros de aço homogêneo e alcance de tiro direto de 5.100 metros. E mesmo assim, quando o T-14 Armata apareceu em 2015, ele veio com um 125 mm, o 2A82-1M, com tubo de 56 calibres contra os 51 do 2A46M1, pressão mais alta e capacidade de disparar penetradores mais longos, reivindicando 17% mais energia de boca que o L55 alemão e cerca de um metro de penetração a 2 quilômetros com a munição Vacuum-1, cujo penetrador tem 0,9 metro. A conclusão russa, depois de três décadas insistindo, foi que o 152 mm entregava vantagem real mas não decisiva o bastante para justificar refazer toda a cadeia de munição, e que o 125 mm otimizado era bom o suficiente, com o calibre maior ficando reservado a uma eventual viatura especializada de apoio de fogo.
A China também tem seu próprio capítulo nessa história, e ele antecede em muito o carro que chamou atenção no ano passado. Quando o ZTZ-99 mal havia entrado em serviço, o Instituto 70 já tocava o programa WZ1001, sob o projetista-chefe Mao Ming, explorando desenhos para a geração seguinte. O protótipo mais interessante dessa linhagem foi o WZ1001(E) LCT, cuja sigla significa Long Cannon Testbed, literalmente um banco de provas para tubo longo, montando um 125 mm de 54 calibres sobre casco derivado do ZTZ99-III, contra os 48 calibres então usuais nos carros chineses. A lógica era exatamente a europeia de hoje, buscar mais penetração alongando o tubo e elevando a energia de boca. E o desfecho também foi o mesmo, porque o LCT acabou descartado por custo e por confiabilidade insuficiente do sistema de armas, com o programa desaguando no ZTZ-99A convencional. Vale registrar que esse protótipo também validou o motor de 1.500 cavalos e a transmissão que seriam usados depois.
A China, porém, fez em seguida um movimento que vai na direção oposta à europeia. O novo Type 100, ou ZTZ-100, apresentado no desfile de setembro de 2025 e já em produção inicial e treinamento operacional, é um carro de cerca de 40 toneladas com torre não tripulada, tripulação em cápsula no casco e propulsão híbrida, armado não com 125 ou 130 milímetros, mas com um canhão de 105 mm de alta pressão. A aposta chinesa é compensar o calibre menor com velocidade extrema, já que o APFSDS dele sai a 1.706 metros por segundo, o que segundo fontes chinesas entrega penetração equivalente à de um 120 ou 125 mm convencional, com cadência de até 12 tiros por minuto e 40 tiros embarcados graças ao espaço liberado pela torre não tripulada. É a tese de que munição melhor vale mais que tubo maior, e ela permite um carro muito mais leve, mais barato e mais fácil de projetar estrategicamente. Olhando o WZ1001 em retrospecto, é difícil não enxergar aí a lição aprendida.
Existe um conjunto de custos que ninguém deveria ignorar nessa conta, e ele explica boa parte dessas escolhas. Munição de 140 mm mede 1,3 metro e pesa de 30 a 35 quilos, o que torna o carregador automático obrigatório e reduz a dotação embarcada, já que o Leclerc leva 22 tiros prontos no carregador e mais 18 no casco e a versão de 140 mm certamente levará menos. O 130 mm alemão sofre menos disso, e essa é justamente sua vantagem, porque munição menor significa mais tiros pelo mesmo volume e peso, o que importa tanto dentro do carro quanto na cadeia de suprimento atrás dele. Em uma guerra de atrito, a diferença entre levar quarenta e levar vinte tiros não é detalhe, e é exatamente esse raciocínio que levou russos e chineses a preferirem calibres menores com munição melhor.
Há porém um contrapeso a esses custos que costuma ficar de fora da discussão, porque quase todo mundo reduz o debate de calibre à penetração de munição APFSDS, quando esse é apenas um dos motivos, e provavelmente nem o principal. Um canhão maior carrega mais explosivo, e isso importa porque a esmagadora maioria dos tiros que um carro de combate dá numa guerra real não é contra outro carro de combate, e sim contra trincheiras, edificações, posições fortificadas e infantaria. A Ucrânia reforçou isso à exaustão, com blindados atuando muito mais como artilharia de tiro direto do que como caçadores de tanques, e é esse conjunto de alvos que define o valor prático do calibre.
Para dimensionar o problema, o M1147 AMP americano, que é o estado da arte em munição multipropósito de 120 mm e entrou em produção plena no fim de 2024, carrega 2,3 quilos de explosivo PAX-3 num projétil de 27,68 quilos, com espoleta programável de três modos, impacto, impacto retardado e estilhaçamento aéreo (ABM). Com isso ele substituiu sozinho quatro munições antigas e entrega desde o arrombamento de parede de concreto armado duplo até o ataque a equipes de míssil anticarro em defilada e infantaria em campo aberto a até 5 quilômetros. É um salto notável, mas ele opera dentro do limite físico do calibre, e cada grama de explosivo a mais depende de volume disponível no projétil. Um 140 mm oferece esse volume com folga, e é por isso que a Nexter fala em câmara duas vezes e meia maior sem elevar pressão, o que beneficia tanto o penetrador quanto a carga explosiva.
Some-se a isso que munição moderna precisa de espaço para eletrônica, já que espoleta programável, enlace de dados, e mais adiante buscador, superfícies de controle e guiamento terminal, tudo isso ocupa volume que compete com a carga útil dentro de um projétil de 120 mm. Os russos já operam a munição programável Telnik no T-14 e no T-90M pelo mesmo motivo, e o próprio raciocínio antidrone caminha nessa direção, já que um projétil de estilhaçamento aéreo de calibre maior cobre um envelope bem mais generoso. Aumentar o calibre, portanto, não é só querer furar blindagem mais grossa, é comprar espaço para tudo aquilo que um projétil precisa carregar além do penetrador.
O que mais me chama atenção, porém, é um argumento que aparece no próprio material da Nexter e que muda o enquadramento inteiro. A visibilidade em linha de visada raramente ultrapassa 1.500 a 2.000 metros no campo de batalha real, de modo que exigir alcance de 5 quilômetros só faz sentido se o canhão puder disparar munição além da linha de visada. Ou seja, o canhão principal do futuro não está crescendo apenas para furar mais blindagem, está crescendo para virar também um lançador de munição guiada e de tiro indireto, e é por isso que a discussão de elevação máxima entrou na pauta, com a Nexter admitindo que 8 quilômetros é viável, mas que exigir 15 ou 20 inviabilizaria uma torre remota. Isso aparece de forma explícita no próprio material exposto pela empresa, que mostra lado a lado dois cartuchos de 140 mm, um APFSDS e outro identificado como NLOS, ou seja, além da linha de visada. Não à toa os russos já contam com a munição programável Telnik no T-14 e no T-90M, e o próprio 2A83 era vendido como capaz de tiro guiado a 20 quilômetros.
Há ainda o problema que talvez decida tudo, e ele não é técnico, porque França e Alemanha juntas projetam algo em torno de 500 carros, o que é pouco para impor um novo padrão de munição ao Ocidente inteiro, ainda mais com os Estados Unidos sem sinalizar qual caminho pretendem seguir. Trocar de calibre significa trocar tubos, carregadores, torres, linhas de produção de munição e décadas de estoque acumulado, e por isso a própria Nexter admite que a conversa com a Rheinmetall pode terminar num calibre diferente dos dois que estão na mesa. Vale lembrar que essa história já aconteceu antes, e mais de uma vez. Os Estados Unidos abandonaram o 140 mm do XM291 em 1992, a Alemanha desenvolveu um canhão de 140 mm nos anos 1990 e acabou recuando para o compromisso do L55, a Rússia tomou exatamente a mesma decisão com o 152 mm, e a China descartou o tubo longo do WZ1001 pelos mesmos motivos de custo e confiabilidade. São quatro potências e quatro tentativas de romper o teto, todas revertidas, e em nenhum dos casos o motivo principal foi incapacidade técnica.
Nada disso, porém, deve ser lido como se o aumento de calibre fosse apenas uma promessa que nunca se cumpre. O movimento existe e está mais consistente agora do que em qualquer momento desde a Guerra Fria, e a diferença fundamental é que, nas tentativas anteriores, a ameaça que justificava o salto desapareceu no meio do caminho, enquanto hoje ela está em pleno curso. O Rh-130 saiu do papel e já equipa demonstrador com torre não tripulada, tem acordo de desenvolvimento de versão de produção assinado e está no centro do programa italiano da Leonardo Rheinmetall. O ASCALON entregou canhão real e munição real, com APFSDS e NLOS expostos lado a lado. A Rússia mantém o 2A83 vivo como opção e a China já demonstrou disposição de quebrar o consenso ao ir para um 105 mm de altíssima velocidade. Ou seja, ninguém está parado no 120 mm por comodismo, todos estão se mexendo, apenas em direções diferentes.
Os desafios que empurram esse movimento são, em boa medida, os que a guerra na Ucrânia colocou na mesa. Há blindagens cada vez mais espessas e protegidas por blindagem reativa e sistemas de proteção ativa, que exigem mais energia cinética para serem vencidas, somadas a um combate urbano e de trincheira em escala que poucos previam, que cobra mais explosivo por tiro e espoleta programável. A isso se acrescentam a necessidade de bater alvos além da linha de visada, que exige munição guiada e espaço para eletrônica dentro do projétil, e a ameaça aérea de baixo custo, que empurra na direção de munição de estilhaçamento aéreo com envelope mais generoso. Todas essas exigências puxam o calibre para cima ao mesmo tempo, e é essa convergência que torna a discussão atual diferente das anteriores.
O que fica claro, olhando os caminhos lado a lado, é que não existe consenso sobre como aumentar o poder ofensivo, e sim apostas distintas. A Europa aposta em calibre maior para ter margem de crescimento, a Rússia aposta em calibre consagrado com munição e pressão otimizadas, e a China aposta em calibre menor com velocidade extrema para viabilizar um carro mais leve. O que une as três é que nenhuma delas está abrindo mão do canhão, e isso já diz bastante sobre o debate a respeito da suposta obsolescência do carro de combate.
Nos próximos posts da série pretendo tratar das outras tendências que definem o carro de combate do futuro, começando pela blindagem, passando pela mobilidade e chegando ao que considero o tema mais importante de todos, o armamento antidrone. De pouco adianta um canhão capaz de vencer qualquer blindagem se a viatura não sobreviver àquilo que hoje mais a destrói, e é nesse ponto que o carro de combate vem sendo obrigado a se adaptar.
Dr. Enéas Carneiro nunca esteve errado sobre a bomba atômica brasileira.
Qué belleza es nuestro Guaicuru.
Su nombre rinde homenaje a los Guaicurus, bravos guerreros indígenas y extraordinarios jinetes que tuvieron un papel importante en la conquista y defensa de las fronteras de Brasil.
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O Exército Brasileiro recebeu, ontem (9), a primeira unidade da versão nacional da VBMT Guaicurus. A iniciativa integra o Programa Forças Blindadas, que faz parte do Portfólio Estratégico do Exército e prevê a entrega de 420 viaturas.
📸 4ª Região Militar
📰 Exército Brasileiro
O Exército Brasileiro abriu uma RFI para 90 sistemas inteligentes de controle de tiro para fuzis, destinados ao IA2 5,56 mm. O objetivo é aumentar a precisão do combatente e ampliar a capacidade de enfrentar ameaças terrestres e aéreas, especialmente drones.
De acordo com a RFI, o sistema deverá acompanhar automaticamente pequenos alvos aéreos e possuir alcance efetivo de até 150 m contra drones. A mira tbm deverá gravar vídeos, capturar imagens, detectar emissores no infravermelho próximo e exibir dados em uma tela integrada.





































