O futebol moderno virou uma chatice engessada e previsível.
Hoje, os técnicos enfiaram tanto esquema tático na cabeça dos jogadores que a criatividade morreu.
É todo mundo jogando igual, com as mesmas duas linhas de quatro e aquele "bloco baixo" covarde que só serve para amarrar o espetáculo.
O Benja e o Sormani soltaram o verbo no estúdio e mandaram a real sobre como essa padronização estragou o jogo.
"Antigamente você via uma Copa do Mundo e ninguém jogava igual ao outro. E quando ia jogar uma seleção forte contra uma fraca, era raro acontecer uma surpresa. Hoje todo mundo joga igual, cara. Tudo muito tático", protestou Benja.
Essa obsessão por lousa e prancheta nivelou o esporte por baixo.
Qualquer time horroroso hoje consegue se trancar na defesa e neutralizar os gigantes que têm elencos bilionários.
Sormani e Benja relembraram os vexames recentes de seleções grandes que caíram nesse nó tático:
"Lembra Islândia e Argentina? Acabou 0 a 0. E na Copa passada, a Arábia Saudita ganhando da Argentina... Hoje o Brasil não aguenta a Venezuela nas eliminatórias, nem aqui, nem lá".
A verdade nua e crua é que o futebol perdeu a identidade.
O drible, o improviso e o talento individual foram engolidos por um bando de robô correndo atrás de posicionamento físico.
O excesso de tática transformou o futebol numa ciência chata ou você prefere o jogo amarrado de hoje em nome da eficiência?
Solta o verbo nos comentários.
Benja me Mucho — link abaixo #FutebolModerno #Tatica #CopaDoMundo #Sormani #BenjaMeMucho
Wagner Moura, no Revelando:
“Os brasileiros que estão tentando entregar o Brasil de bandeja para o Trump são uma vergonha para o Brasil.”
Embaixo do chão: a segunda maior reserva de terras raras e de grafite e a maior de nióbio.
Em cima: a maior floresta e a maior biodiversidade do planeta.
A pergunta : quem vai ser o dono dessa riqueza?
“Tem gente oferecendo o Brasil de bandeja pro Trump, mas pra entregar a bandeja eles precisam da chave do Palácio do Planalto.”
Fonte: @Revelandobr @WagnerMouraReal
Marcos Braz abriu no Flow Sport Club o que realmente o incomodou no episódio do "Real Madrid, pode esperar" — e não foi a zoação da torcida adversária.
A frase foi cantada após a conquista da Libertadores de 2022. Braz não se arrepende.
Defende como expressão legítima do torcedor raiz, do cara que cresceu vendo o Flamengo brigar para não cair e que naquele momento estava num estádio comemorando um título continental.
"Não é coisa de Flamengo, isso é ser torcedor."
O que o chateou foi outra coisa. Na hora do título, grandes e conceituados jornalistas esportivos acharam graça e ficaram quietos.
Não disseram nada. Dois meses depois, quando o Flamengo perdeu o Mundial para o Chelsea, esses mesmos jornalistas puxaram a frase para criticar com moralismo o que haviam ignorado na vitória.
"Do jornalista sério, valente, chega lá e critica na hora. Não dois meses depois."
E para fechar o argumento, Braz lembrou um detalhe histórico que poucos conhecem: em 1997, em Palma de Mallorca, ele estava no estádio quando o Flamengo venceu o Real Madrid por 3 a 0. O Real Madrid já havia esperado uma vez.
Estava registrado.
"Pros meninos que chegaram novo aí: o Real Madrid já esperou."
🎙️ Flow Sport Club — link abaixo
#Flamengo #RealMadrid #futebol #bastidores #Libertadores
Votou em Renan Santos no primeiro turno?
Então esse vídeo é pra você.
O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo.
E não processa nada aqui. Vende como pedra.
Quem fica com o chip, o ímã e o semicondutor fica com o poder.
Em setembro, Lula sancionou a lei dos minerais críticos e criou um conselho ligado à Presidência.
Em maio, Flávio Bolsonaro foi ao Salão Oval falar de terras raras com Trump.
Exportar minério bruto e importar produto acabado tem nome: projeto colonial.
No dia 25, a pergunta não é direita ou esquerda.
É quem fica com a chave do subsolo nacional.
Análise de @eliasmkjabbour 👇
Você lembra da curta (e caótica) experiência do Romário como técnico e jogador do Vasco ao mesmo tempo?
Ele detalhou esse bastidor sensacional.
O cenário era um jogo tenso contra o América do México, em São Januário.
O Vasco precisava do resultado, mas a partida estava péssima.
O jovem atacante Allan Kardec acabou perdendo duas, três chances claras na cara do gol.
Romário, assistindo a tudo do banco de reservas na função de treinador, perdeu completamente a paciência:
"Na quarta vez quando ele perdeu o gol, eu falei: 'Agora me irritei'. Aí comecei a aquecer e fui para lá sem dar satisfação a ninguém, porque o treinador sou eu".
O Baixinho não pensou duas vezes, tirou o agasalho de técnico, colocou o calção de jogo e foi direto falar com a arbitragem: "Tirei a roupa, fui lá na... falei pro juiz reserva: vou entrar no lugar do nove". E assim, ele tirou o Kardec e assumiu o comando do ataque.
No fim das contas, ele assume que a dupla função era uma loucura total, mas se diverte com a vantagem de mandar em tudo:
"O bom de ser treinador era isso, mas é muito complexo, não dá, não".
História pura do futebol raiz!
📹 Link para assistir à resenha completa com o Baixinho abaixo 👇 #Romário #Vasco #AllanKardec #SãoJanuário #Bastidores #FutebolBrasileiro
Amoroso fez 32 gols no campeonato de aspirantes no Guarani.
Num dos jogos, Dijalminha foi assistir das arquibancadas.
Viu aquele 10 driblar, fazer gol, brincar com os adversários como se fosse outra categoria.
Saiu do estádio e foi falar com o técnico:
"Esse menino não pode jogar mais aí. Tá brincando com os moleques. Tem que subir."
Amoroso e Luizão subiram pro profissional juntos.
Só que tinha um problema.
A posição de Amoroso era exatamente a mesma do Dijalminha.
E não tinha como disputar com o Dijalminha.
Era impossível.
O cara era o ídolo, o gênio, o mestre daquele time.
Amoroso foi falar com o técnico Carlos Alberto Silva:
"Professor, minha posição é a mesma do Dijalminha. O Dijalminha não vai jogar. Eu quero jogar no meio, não quero ficar lá na frente de centroavante. Bota o Luizão na frente, que é a posição dele. Eu sou 10, jogo no meio."
Carlos Alberto ouviu.
E botou Amoroso no banco.
Luizão jogou de centroavante. Amoroso ficou esperando.
O jogo era contra o Bahia na Fonte Nova. O Guarani precisava do resultado.
Amoroso entrou. Na primeira boa jogada, fez uma tabela com Mauricinho, recebeu e chutou. Primeiro gol dele no Campeonato Brasileiro pelo Guarani.
O técnico começou a enxergar.
Numa jogada contra o Vasco, Dijalminha foi expulso. Cumpriu um jogo de suspensão. Amoroso entrou na posição dele — o 10, o organizador, o cara que recebia entre as linhas.
E deu uma assistência pro Fabinho. Cavou um pênalti contra o Remo quando entrou nos últimos minutos.
No jogo seguinte, contra o Santos no Brinco de Ouro, Carlos Alberto manteve a dupla: Amoroso no meio, Luizão na frente.
E o Brasil conheceu a dupla Amoroso-Luizão naquele jogo.
Na segunda-feira seguinte, Dijalminha foi vendido pro Japão.
A vaga que não existia tinha sido aberta pelo próprio homem que fez Amoroso subir.
Você lembra da dupla Amoroso-Luizão no Guarani? Comenta aí.
🎙️ Canal Cosmo Rímoli — link abaixo #Amoroso #Luizão #Dijalminha #Guarani #futebolbrasileiro #CampeonatoBrasileiro
Em 2002, Márcio Amoroso estava no melhor momento da carreira.
Artilheiro da Bundesliga. Campeão alemão. Melhor jogador da Alemanha. Vice-artilheiro da Copa da UEFA.
Três anos antes, tinha sido vice-artilheiro da Copa América fazendo dupla de ataque com Ronaldo Fenômeno.
Os dois já tinham entrosamento. A seleção conhecia o jogador.
Maturidade. Físico. Técnica. Tática.
"Tava pronto para fazer parte daquele grupo que foi pentacampeão."
Não foi.
Assistiu cada jogo como torcedor brasileiro.
Torceu pelos companheiros. Viu o Brasil levantar a taça no Japão sem ele.
A explicação, ele mesmo dá — sem mágoa, sem rodeio:
"Nem sempre vão os melhores. Vão os preferidos do treinador. E eu naquele momento não era um preferido do Felipão."
A "família Felipão" era construída em cima de jogadores que o treinador já conhecia de clube, que ele tinha contato no dia a dia.
Amoroso nunca tinha treinado sob o comando do Felipão em lugar nenhum.
Simples assim.
E quando perguntam se ele deveria ter ido, a resposta também é direta:
"Só ficaria fora por três: Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. O resto, todos que foram, eu tinha chance de estar na vaga de qualquer um."
Luizão falava isso. Guilherme falava. Alex falava. Dijalminha falava.
Todos que jogaram com ele repetiam a mesma coisa.
Mas o futebol não funciona só com talento. Funciona com relação, com confiança, com escolha do treinador.
E Felipão escolheu quem ele conhecia.
O Brasil foi pentacampeão.
Amoroso ficou em casa.
Três anos depois, foi ao mesmo Japão com o São Paulo.
Enfrentou o Liverpool no Mundial de Clubes.
Voltou campeão do mundo.
"O Brasil me tirou o penta campeonato. Mas o São Paulo me deu o tricampeonato no mesmo estádio 3 anos depois."
Você acha que o Amoroso deveria ter ido para a Copa de 2002? Comenta aí.
🎙️ Canal Cosme Rímoli — link abaixo #Amoroso #Copa2002 #futebolbrasileiro #Felipão #SeleçãoBrasileira #Bundesliga #Penta
Giovane Gávio revelou uma versão de Bernardinho que pouca gente conhece.
Aquele técnico que grita, se irrita e parece estar sempre no limite durante os jogos é bem diferente nos bastidores.
Segundo Giovane, no dia a dia, Bernardinho é carinhoso, atencioso e extremamente cuidadoso com os jogadores.
“Ele é um doce do jeito dele.”
O ex-jogador conta que brincava com o treinador dizendo que toda aquela gritaria era “só para vender palestra e livro”.
Mas, por trás da brincadeira, existia uma relação de confiança.
Giovane afirma que Bernardinho conseguia manter os jogadores sempre com a guarda alta, ganhando ou perdendo.
Para ele, essa é uma das grandes virtudes do treinador.
E Giovane acredita que a atual geração deveria aproveitar mais a oportunidade de trabalhar com Bernardinho.
Ele também compara o treinador a Zé Roberto.
São estilos diferentes, mas ambos teriam algo em comum: o cuidado com os atletas.
Só que Bernardinho tinha outra característica fundamental.
Ele sabia montar uma comissão técnica.
Giovane cita Tabach, que trabalhou praticamente ao lado do treinador e, segundo ele, é um dos melhores profissionais do mundo em passe e defesa.
Também lembra de Chico, responsável pela estratégia do bloqueio, além do preparador físico.
Cada profissional tinha uma função dentro daquela estrutura.
E até o Zé tinha uma missão especial.
Era o “termômetro” do grupo.
Os treinos de Bernardinho podiam chegar a três horas.
Quando os jogadores sentiam que estavam chegando ao limite, recorriam ao Zé:
“Nós vamos quebrar. Fala pro professor lá que nós vamos quebrar.”
Era uma forma de administrar a intensidade sem deixar de lado a cobrança.
Giovane também destaca o trabalho do fisioterapeuta Fiá, que cuidava dos jogadores e ajudava a comissão a manter o grupo em condições.
No fim, a história contada por Giovane não é apenas sobre Bernardinho.
É sobre a cultura criada dentro daquela equipe.
Uma estrutura em que treinador, preparador físico, fisioterapeuta e demais profissionais trabalhavam juntos.
Por trás da gritaria, existia cuidado.
Por trás da cobrança, existia planejamento.
E, segundo Giovane, Bernardinho conseguiu criar um ambiente em que os próprios jogadores cuidavam uns dos outros.
“Ele construiu uma cultura ali dentro que a gente cuidava muito da gente.”
Você já imaginava esse Bernardinho dos bastidores?
🎙️ Fonte: Charla com Giovane Gávio
#Vôlei #GiovaneGávio #Bernardinho #VôleiBrasileiro #Esporte
Marcos Braz contou no Flow Sport Club como foi sua formação como dirigente — e deixou claro que nada do que conquistou foi por acaso ou por conexão política.
A história começa na Gávea. Braz morava na zona sul do Rio e não precisava de dinheiro.
Mas queria estar perto dos jogadores, queria entender o ambiente do futebol por dentro.
A solução que encontrou foi trabalhar como gandula. O chefe de segurança Pinheiro cansava de expulsá-lo quando aparecia sem credencial. Braz arrumou um caminho para ser gandula e parou de ser expulso.
Era a única forma de ficar.
Dessa base, a trajetória foi uma escalada lógica e deliberada. Queria ser dirigente.
Quis ganhar um Estadual. Depois uma Copa do Brasil. Depois um Campeonato Brasileiro. Depois uma Libertadores.
Cada etapa era um degrau, não um salto.
O resultado: ganhou todos os títulos possíveis no Flamengo, a maioria deles mais de uma vez. Copa do Brasil, Carioca, Brasileiro, Libertadores, Supercopa, Recopa. Sem exceção.
Ficou um para trás. O Mundial de Clubes. O Flamengo empatou o jogo, foi à prorrogação, perdeu para o Chelsea. Foi a única vez que Braz chorou de perder um título nos seis anos de vice-presidência.
"Eu não me preparei para cair de paraquedas. Eu me preparei para aquele cargo muito tempo." Gandula primeiro. Tudo o mais depois.
🎙️ Flow Sport Club — link abaixo
#Flamengo #futebol #bastidores #trajetória
Este tuíte foi inspirado em um trecho da conversa abaixo. Vale a pena assistir ao episódio completo — o papo está excelente.
youtube.com/watch?v=EfZ2ejUu…
Vampeta não colocou apenas o futebol no centro da discussão sobre o fim das bets.
Ele colocou os torcedores.
E, na visão apresentada por ele, isso poderia transformar uma decisão sobre apostas em um problema muito maior.
Durante a conversa, Vampeta reproduziu a análise de um amigo:
“Quem vai votar no Lula é Lula mesmo. Quem vai votar no Bolsonaro é Bolsonaro mesmo.”
E então veio o ponto principal:
“E aqueles indecisos que amam futebol vão dizer: ‘Pô, esse cara tá prejudicando o meu time’.”
A partir daí, a discussão mudou completamente de direção.
Vampeta lembrou que os torcedores dos grandes clubes também são eleitores.
Flamengo.
Corinthians.
Botafogo.
Vasco.
Bahia.
Remo.
Chapecoense.
Criciúma.
Figueirense.
Milhões de pessoas que acompanham futebol também participam das eleições.
E, segundo o raciocínio apresentado no programa, uma medida que reduza receitas dos clubes poderia ser percebida diretamente por essa parcela do público.
O Flamengo apareceu como principal exemplo.
Na conversa, foi mencionado que o clube arrecadaria quase R$ 260 milhões relacionados às bets.
Então veio a hipótese levantada por Vampeta:
se esse dinheiro desaparecer, o próprio presidente do clube poderia vir a público explicar que a situação financeira mudou e que contratações seriam afetadas.
Para um torcedor, isso não seria apenas uma discussão econômica.
Seria o dinheiro do clube.
O elenco.
As contratações.
A capacidade de competir.
E é justamente aí que Vampeta enxergou uma possível reação entre os torcedores que ainda não teriam uma decisão política definida.
Mas é importante separar a análise apresentada no programa da realidade eleitoral.
Vampeta estava reproduzindo a avaliação de um amigo sobre um possível efeito político.
Não se trata de uma pesquisa que demonstre que torcedores realmente mudariam seu voto por causa das receitas das bets.
O que existe, dentro da conversa, é uma hipótese:
se o futebol perder uma fonte importante de dinheiro, os torcedores perceberão.
E, percebendo isso, poderiam reagir.
A discussão ficou ainda mais curiosa porque o próprio setor das apostas havia sido regulamentado anteriormente.
Vampeta lembrou disso ao mencionar a participação de Haddad na regulamentação.
Agora, diante da possibilidade de uma mudança de direção, ele questionou o impacto sobre clubes e torcedores.
No fundo, a pergunta levantada no programa foi outra:
quanto do dinheiro das bets já entrou na estrutura do futebol brasileiro?
E, principalmente:
o que acontece com os clubes se esse dinheiro desaparecer?
Porque torcedor não acompanha apenas resultado.
Acompanha contratação.
Salário.
Premiação.
Patrocínio.
E a capacidade do clube de montar um time competitivo.
Por isso, na visão apresentada por Vampeta, a discussão sobre as bets poderia chegar muito além das casas de apostas.
Poderia chegar diretamente ao torcedor.
E o torcedor também vota.
🎙️ VampTV Oficial — link abaixo
youtube.com/watch?v=HgajWy81…
#FutebolBrasileiro #Vampeta #Bets #Futebol #MercadoDaBola
FIM DAS BETS, na opinião do Velho VAMP
Vampeta não vê apenas o fim de um patrocínio.
Ele vê um possível efeito dominó no futebol brasileiro.
Durante a discussão sobre o possível fim das bets, o ex-jogador foi direto:
“Eu vejo assim, tiro no pé.”
Vampeta lembrou que mantém contrato com a Bet Esporte há três anos e destacou que, segundo ele, a empresa é legalizada e paga impostos.
Mas o ponto principal não era o próprio contrato.
Era o tamanho que as casas de apostas ganharam dentro do futebol.
Clubes da Série A e da Série B aparecem ligados a patrocinadores do setor.
Campeonatos também.
Emissoras e veículos de comunicação também recebem dinheiro dessas empresas.
E até outros esportes entraram nessa engrenagem.
Para Vampeta, retirar as empresas regulamentadas do mercado pode criar outro problema.
A migração para as casas clandestinas.
“Se tirar mesmo, tem as clandestinas. Aí vão migrar.”
O argumento apresentado por ele é que, nesse cenário, o governo deixaria de arrecadar os impostos pagos pelas empresas regulamentadas.
E o futebol perderia uma fonte importante de receita.
Vampeta então levou a discussão para os grandes clubes.
Lembrou que já viu seu time ser campeão brasileiro e clubes conquistarem a Libertadores antes da era das bets.
Mas fez uma pergunta:
“Será que o Flamengo teria condições de comprar um Paquetá por 55 milhões de euros sem o apoio das bets?”
A discussão então deixou de ser apenas sobre patrocínio.
Passou a envolver salários.
Contratações.
Premiações.
Televisão.
Imprensa.
E o próprio nível financeiro do futebol brasileiro.
Na conversa, foi citado o caso do Palmeiras.
O patrocínio das bets representaria cerca de 7% do orçamento, segundo a matéria mencionada no programa.
Mas a preocupação estaria também nas premiações dos grandes torneios.
E esse é justamente o ponto levantado no debate:
se o dinheiro das apostas desaparece, até onde chega o impacto?
Vampeta acredita que chega longe.
Muito longe.
Porque, para ele, não é apenas uma empresa saindo da camisa de um clube.
É uma cadeia inteira de dinheiro sendo afetada.
E ele resumiu sua visão de forma ainda mais direta quando perguntaram se o futebol brasileiro realmente sofreria:
“Vai dar.”
Depois, foi além.
Segundo Vampeta, o nível do futebol brasileiro cairia.
Ele comparou os salários de antes da chegada das bets com os valores praticados atualmente e afirmou que hoje até jogadores de menor destaque conseguem alcançar salários muito maiores.
No fim, porém, uma coisa ficou clara:
ainda não estava tudo decidido.
A discussão sobre o futuro das bets também era uma discussão sobre o futuro financeiro do futebol brasileiro.
E, para Vampeta, tirar esse dinheiro do futebol pode mudar muito mais do que apenas os patrocinadores das camisas.
Você acha que o futebol brasileiro conseguiria se adaptar sem o dinheiro das bets?
🎙️ VampTV Oficial — link abaixo
#FutebolBrasileiro #Vampeta #Bets #Futebol #MercadoDaBola
Souza foi vendido ao Botafogo por 3 milhões de dólares.
Recorde histórico para o CSA.
Até hoje o jogador mais caro da história do clube.
Recebeu R$ 50.000 de luva e ligou para a mãe:
"Mãe, tô rico."
Foi direto para o shopping de luxo em São Conrado.
Gastou metade em roupas.
Com o resto comprou um flat pequeno.
O dinheiro sumiu antes de ele entender o que tinha acontecido.
Aí o salário parou de entrar.
Oito meses sem receber.
No mesmo elenco tinha Dejair, Sérgio Manoel, Reidner — jogadores consagrados, com dinheiro, com estrutura.
Souza não tinha nada.
Não conhecia ninguém no Rio.
Tinha acabado de chegar de Maceió.
O presidente dificilmente aparecia no clube.
Não tinha com quem cobrar.
Quase foi despejado do apartamento.
Sobreviveu porque um torcedor botafoguense, que virou amigo, pegou na mão dele e ajudou a comer.
No final, saiu de lá com a reputação destruída.
A torcida falava que não rendeu.
Que não ganharam o Rio-São Paulo em 2001 por causa dele.
Que foi um fracasso.
Souza responde até hoje:
"As pessoas nunca se responsabilizam. Sempre terceirizam a culpa. Como é que ia render? Como é que qualquer um ia render?"
Um menino saído de favela em Alagoas, 8 meses sem salário, quase despejado, sozinho numa cidade que não conhecia.
A carreira de jogador não é o que parece de fora.
📺 Canal Cosmo Rímoli — link abaixo 👇 #futebolbrasileiro #Souza #Botafogo #superação


















