Por que os mexicanos estão implorando pra voltar pra Libertadores
Se o técnico do seu time reclama do calendário de jogos apertado hoje, imagina como era há 10 anos, quando os times brasileiros precisavam viajar mais de 15 horas no meio da semana só pra enfrentar equipes mexicanas pela Libertadores. Só por isso, já dá pra entender por que a liga mexicana deixou de disputar o torneio sul-americano.
Mas a relação entre o México e a Libertadores é muito mais complexa do que parece, e os círculos mais poderosos brigam pelo controle - e pelo dinheiro - do futebol mexicano. E o PELEJA te explica tudo isso em mais um episódio do Ponto a Ponto.
#México #LigaMX #Libertadores #CONCACAF #CONMEBOL
Rodrigo Nestor comemorou o título do São Paulo na Copa do Brasil de 2023 mostrando a imagem de Iansã em sua caneleira e dedicando o gol marcado à sua orixá.
A atitude do jogador evidenciou a relação entre futebol e fé, mas também levantou uma questão: por que as religiões de matriz africana ainda enfrentam o silenciamento no esporte? Afinal, a diversidade religiosa faz parte da vida de torcedores e jogadores de um país marcado por diferentes manifestações de fé.
#RodrigoNestor #ECBahia #Bahia #SãoPaulo #SPFC #Religião #Fé
No documentário “Nunca foi sorte, sempre foi Exu”, o PELEJA investiga o que explica o silenciamento da macumba no futebol.
Assista ao conteúdo completo: youtu.be/LUyS_owuyck?si=AOld…
A rivalidade entre Atlético e Cruzeiro chegou a um ponto curioso: em determinado momento, as duas arquibancadas passaram a reproduzir uma disputa política que havia acontecido décadas antes e a milhares de quilômetros de Belo Horizonte.
Entre grupos ligados à Máfia Azul, especialmente o Comando Guerreiro do Eldorado (CGE), a imagem de Che Guevara tornou-se um dos principais símbolos. O CGE surgiu na cidade mineira de Contagem em 1989 e, no começo dos anos 1990, procurava um personagem que representasse a ideia de luta e de guerreiro. O grupo chegou a experimentar figuras como a Morte e até o Sonic.
A escolha acabou chegando ao revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, cuja imagem já havia ultrapassado, há muito tempo, as fronteiras da política. O famoso rosto de Che usado em cartazes, camisas e bandeiras deriva da fotografia Guerrillero Heroico, feita por Alberto Korda em 1960 e transformada posteriormente num dos maiores símbolos visuais de rebeldia do século XX.
Che também apareceria nas arquibancadas de diferentes torcidas brasileiras ligadas historicamente à União Punho Cruzado, como a Jovem Fla, a Independente do São Paulo, a Camisa 12 do Internacional, a Máfia Azul e a Torcida Jovem do Sport. E nem sempre com o mesmo significado político. A imagem do argentino pode representar ideologia, rebeldia, luta ou simplesmente uma identidade construída dentro do universo das torcidas.
Em 2008, Washington “Xará”, então presidente do CGE, chegou a explicar que a escolha misturava ideologia e identificação com a trajetória de Che. E ainda havia uma provocação particular contra o Atlético: Guevara nasceu em Rosário, cidade onde, em 1995, o Galo protagonizou uma das derrotas mais traumáticas de sua história até então, perdendo por 4 a 0 para o Rosario Central e deixando escapar nos pênaltis a Copa Conmebol mesmo tendo vencido a primeira partida pelo mesmo placar.
Foi então que a rivalidade produziu uma resposta quase perfeita. Integrantes da Galoucura Contagem começaram a pesquisar quem havia sido responsável pela morte de Che Guevara. Chegaram a René Barrientos, general da Força Aérea que participou do golpe que derrubou o presidente boliviano Víctor Paz Estenssoro em 1964 e governava a Bolívia quando a guerrilha de Che foi derrotada em 1967.
Che foi capturado por militares bolivianos em 8 de outubro de 1967 e morto no dia seguinte. Documentos oficiais mostram que o Exército boliviano recebeu de seu próprio quartel-general a ordem de executá-lo. Os Estados Unidos tinham treinado e equipado forças bolivianas, e o agente da CIA, Félix Rodríguez, estava no local e transmitiu a ordem. Décadas mais tarde, Barrientos reapareceria de um jeito improvável: em bandeiras, camisas e músicas da torcida do Atlético.
A própria Galoucura sempre afirmou que a escolha não representava adesão às posições políticas do militar boliviano. Se Che representava o adversário, seu algoz representaria o outro lado.
E Minas não é o único lugar onde isso aconteceu. Em Pernambuco existe um caso quase idêntico. A Torcida Jovem do Sport incorporou Lampião às suas bandeiras, músicas e à própria identidade. Em resposta, a Fanáutico passou a utilizar João Bezerra, oficial que comandou a operação que terminou com a morte de Lampião em 1938.
No Rio aconteceu algo parecido. Quando torcedores do Fluminense passaram a cultivar uma relação simbólica com o papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil em 1980, a Jovem Fla respondeu levando ao Maracanã o aiatolá Khomeini, líder da Revolução Iraniana.
A disputa mineira chegou inclusive ao Museu do Futebol, no Pacaembu. Entre 2018 e 2019, a exposição “Clássico é clássico e vice-versa” colocou lado a lado as referências a Che Guevara e René Barrientos para representar Atlético x Cruzeiro. Um clássico brasileiro resumido por dois personagens de uma disputa ocorrida na Bolívia mais de cinquenta anos antes.
Talvez essa seja a parte mais interessante da história. Nas torcidas, símbolos nem sempre mantêm o mesmo significado que têm fora do estádio. Eles são apropriados, ressignificados e colocados em disputa com os símbolos que representam o adversário. Às vezes, para entender quem uma torcida decidiu ser, é preciso primeiro olhar para quem o rival escolheu como herói.
#Cruzeiro #AtléticoMineiro #ClássicoMineiro #Torcida #Política
Depois da polêmica do "Mbappé ditador", um outro atleta virou meme ao ser associado à União Soviética.
Entenda mais sobre essa história: peleja.com.br/politica/aleks…
Kylian Mbappé enfrenta uma reação comercial e midiática negativa na China depois da circulação de um vídeo em que comenta um meme que aparentemente colocava seu rosto sobre o de Mao Tsé-Tung. O atacante disse acreditar que a figura retratada era “um ditador chinês”.
As marcas de laticínios Mengniu e Shanghai Milkground e a fabricante de bebidas Eastroc Beverage anunciaram o fim de suas parcerias com Mbappé. A televisão estatal chinesa também suspendeu transmissões envolvendo o jogador e retirou anúncios com sua imagem. Até mesmo a marca de chuteiras ON, que recém firmou contrato com o francês, apagou todos os posts dele em redes sociais chinesas.
A repercussão está ligada à importância política e histórica de Mao, fundador da República Popular da China e líder do país até 1976. Questionado sobre o caso, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que declarações que ofendam os sentimentos do povo chinês enfrentariam oposição da sociedade.
Mbappé pediu desculpas por meio de uma nota oficial e afirmou que seu comentário foi impensado e que não tinha a intenção de ofender. A LaLiga também lamentou o episódio e disse estar trabalhando com parceiros chineses para preservar sua relação com o país.
#KylianMbappé #Mbappé #RealMadrid #LaLiga #China #MaoTseTung
Não é surpresa para ninguém que, todos os anos, novos avanços e invenções são introduzidos ao mundo do futebol: VAR, bolas com chips e coletes GPS. Mas, dessa vez, a evolução tecnológica no mundo do futebol veio onde menos se esperava: dos mictórios.
O PELEJA explica como essa ferramenta está revolucionando a liga mais cara do mundo:
peleja.com.br/saude/premier-…
Com a chegada de novos shows do grupo de k-pop BTS no Brasil, o repórter Will Cerqueira se aprofundou no fenômeno das idols e explica como o Guarani viveu um boom de popularidade no mercado asiático a partir de uma camisa dos anos 90:
peleja.com.br/moda/kpop-jpop…
#Kpop #Jpop #BTS #LesteAsiático #Cultura #Guarani #CamisaDeTime
Richarlison voltou a relacionar sua trajetória pessoal aos posicionamentos sociais que mantém fora dos campos. Em uma publicação nas redes sociais, o atacante do Tottenham destacou a defesa de estudantes, trabalhadores e da ciência. “Todos merecem uma vida digna [...] Eu nunca me esqueci de onde eu vim!”, escreveu.
A ligação do jogador com essas pautas vem de antes da publicação. Em 2019, Richarlison ajudou financeiramente estudantes do Instituto Federal do Espírito Santo, em Nova Venécia, sua cidade natal, a participarem de uma olimpíada internacional de matemática e, posteriormente, cobrou mais investimentos públicos em educação.
Durante a pandemia, o atacante também se tornou embaixador do programa USP Vida, voltado ao financiamento de pesquisas, participou de ações para arrecadar recursos para o projeto e defendeu publicamente a vacinação contra a Covid-19. Richarlison já afirmou que suas manifestações estão ligadas à origem e às condições enfrentadas pelas comunidades onde cresceu.
#Richarlison #Educação #Ciência #PolíticasPúblicas #Sociedade #Brasil
Kylian Mbappé passou a ocupar um espaço importante no debate político francês depois de se manifestar contra o avanço da extrema direita. Suas declarações provocaram reações de dirigentes do Rassemblement National (RN), partido liderado por Jordan Bardella e associado a Marine Le Pen.
O confronto ganhou força em junho de 2024, quando o RN venceu as eleições francesas para o Parlamento Europeu. O resultado levou o presidente Emmanuel Macron a dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições legislativas antecipadas, abrindo a possibilidade de uma mudança na composição do governo.
Naquele momento, Mbappé estava concentrado com a seleção francesa para disputar a Eurocopa. Durante uma entrevista coletiva, o atacante pediu que os jovens participassem das eleições e demonstrou preocupação com a possibilidade de grupos extremistas chegarem ao poder.
A posição ficou ainda mais clara depois do primeiro turno das eleições legislativas, quando o RN terminou na liderança. Mbappé classificou os resultados como catastróficos e voltou a pedir a participação dos franceses nas urnas, destacando a urgência daquela votação.
As manifestações do atacante também estão relacionadas a uma trajetória pessoal marcada pela diversidade de origens que caracteriza parte da sociedade francesa. Nascido em Paris, Mbappé cresceu em Bondy, município da região metropolitana da capital, localizado no departamento de Seine-Saint-Denis.
Seu pai, Wilfried Mbappé, tem origem camaronesa, enquanto sua mãe, Fayza Lamari, possui ascendência argelina. A família construiu sua vida em uma região conhecida pela presença de comunidades imigrantes, famílias trabalhadoras e bairros que frequentemente aparecem no centro das discussões francesas sobre integração social.
Foi em Bondy que Mbappé começou sua trajetória no futebol. Ainda criança, passou a frequentar o clube local, onde desenvolveu as habilidades que posteriormente o levariam ao Monaco, ao Paris Saint-Germain, à seleção francesa e ao Real Madrid.
A ligação com suas origens familiares também aparece em projetos realizados fora da França. Durante uma visita a Camarões, país de origem de seu pai, Mbappé conheceu iniciativas educacionais e participou de atividades relacionadas ao apoio a crianças e comunidades locais.
Essas experiências fazem parte da história pública de um jogador cuja família está ligada à imigração africana, tema que ocupa uma posição central no programa político do RN. O partido defende restrições à imigração e medidas de prioridade nacional em determinadas políticas públicas.
A tensão entre essas propostas e o futebol francês, entretanto, começou muito antes de Mbappé se tornar capitão da seleção. Há pelo menos três décadas, a presença de jogadores com diferentes origens familiares provoca confrontos entre integrantes da equipe nacional e representantes da extrema direita.
Em junho de 1996, Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional, partido que posteriormente se tornaria o RN, questionou a composição da seleção francesa. Na ocasião, afirmou considerar artificial a presença de jogadores que associava a origens estrangeiras e criticou atletas que não cantavam o hino nacional.
Dois anos depois, a França conquistou sua primeira Copa do Mundo, em 1998, com uma seleção formada por jogadores de diferentes origens. A equipe, que tinha Zinedine Zidane entre seus principais nomes, tornou-se um símbolo nacional frequentemente associado à diversidade da população francesa.
Sob a liderança de Marine Le Pen, a Frente Nacional buscou ampliar sua aceitação eleitoral, mas manteve a imigração e a identidade francesa entre suas principais pautas. Em 2022, Jordan Bardella chegou a elogiar Mbappé como exemplo de integração, mas a relação mudou depois de o jogador criticar o avanço da extrema direita.
Na ocasião, Bardella e outros dirigentes do RN criticaram a participação de atletas milionários no debate político. O confronto voltou em maio de 2026, quando Mbappé manifestou à revista Vanity Fair sua preocupação com uma possível vitória do partido nas eleições presidenciais francesas de 2027.
Mbappé, entretanto, não foi o único integrante da seleção francesa a se posicionar. Marcus Thuram pediu diretamente que os eleitores impedissem o avanço do RN, enquanto Jules Koundé também manifestou oposição à extrema direita.
Aurélien Tchouaméni declarou ser contrário aos extremos, e Thierry Henry, ex-jogador da seleção olímpica francesa, demonstrou preocupação com o cenário político.
Mbappé nunca revelou em quem ele vota. Na França, como em outras democracias, o voto é secreto. Mas a trajetória do jogador, suas iniciativas sociais e os confrontos com dirigentes da extrema direita ajudam a contextualizar essa posição. Ainda assim, o capitão francês construiu um histórico público de oposição ao RN, manteve suas críticas em momentos diferentes e enfrentou respostas de algumas das principais lideranças do partido.
O que Mbappé faz dentro da cabine eleitoral permanece desconhecido, mas sua posição diante do avanço do RN foi expressa repetidamente fora dela.
#KylianMbappé #Mbappé #França #Política
A rivalidade entre Flamengo e Atlético se consolidou nos anos 80, mas o roubo de um bandeirão na virada dos anos 2000 a tornou ainda mais acirrada.
O repórter Kaique Dalapola apurou mais detalhes de um dos episódios que ajudou a transformar a rivalidade entre organizadas dos clubes carioca e mineiro: peleja.com.br/torcidas/flame…
Libertadores feminina: O PELEJA explica como a altitude afeta especificamente as mulheres e como Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians tentam reduzir o desgaste físico dos elencos:
peleja.com.br/saude/libertad…
#Palmieras #Cruzeiro #Corinthians #Libertadores #LibertadoresFeminina #FutebolFeminino
Mesut Özil foi convidado para assistir ao jogo de veteranos entre Istanbul Başakşehir e Zenit St. Petersburg. Depois da vitória por 3 a 2 do clube turco sobre a equipe russa, o ex-meia da seleção alemã e campeão mundial de 2014 aproveitou a ocasião para fazer uma declaração política e criticar a Fifa.
"A Fifa não impôs sanções aos times israelenses, mas impôs aos russos. Por isso, gostaria de fazer um apelo à Fifa: que deixe de lado esse duplo padrão e trate a todos da mesma forma", afirmou Özil.
A declaração faz referência à decisão tomada pela Fifa e pela Uefa em fevereiro de 2022, quando as entidades suspenderam as equipes russas de suas competições depois da invasão da Ucrânia. Israel, por sua vez, segue disputando torneios internacionais, sem uma suspensão equivalente em razão aos ataques contra Gaza.
Özil, que construiu parte da carreira na @Bundesliga_DE, com passagens por Schalke 04 e Werder Bremen, também destacou o papel do esporte na união entre as pessoas. "O futebol sempre promoveu a paz. Enquanto não levamos em conta a origem e a fé das pessoas, o futebol sempre as uniu", disse o ex-jogador.
#MesutÖzil #Bundesliga #Israel #Rússia #FIFA #Geopolítica
O Lens decidiu não vender ingressos para a própria torcida no clássico contra o Lille, que será jogado no estádio do adversário, pelo Campeonato Francês. A medida foi adotada pela diretoria como punição aos torcedores pelos episódios recentes envolvendo sinalizadores em partidas fora de casa.
Os incidentes mais recentes ocorreram contra Troyes, na Ligue 1, e Club Brugge, na Champions. No jogo pelo campeonato francês, o uso de sinalizadores interrompeu a partida por alguns minutos. Dias depois, na Liga dos Campeões, novos artefatos foram acesos no setor visitante, com relatos de objetos lançados em direção ao gramado e a outras áreas do estádio.
O Lens já havia sido multado pela Uefa e recebido uma punição suspensa de fechamento do setor visitante por um jogo. Diante da repetição dos casos e do risco de novas sanções, o clube optou por deixar seus próprios torcedores fora do espaço reservado aos visitantes no clássico em Lille.
#Lens #Ligue1 #Champions #Torcida #Arquibancada
O Young Boys e a Nike revelaram a nova terceira camisa da equipe feminina do clube suíço para a temporada 2026/27. O lançamento marca um momento importante para o time, já que é a primeira vez que o elenco feminino recebe um uniforme desenvolvido exclusivamente para ele.
A camisa combina uma base em roxo intenso com detalhes dourados. A peça traz ainda um padrão geométrico sutil, em tom sobre tom, ao longo do tecido, além de uma clássica gola dobrável dourada.
As próprias jogadoras do Young Boys participaram da criação do modelo da camisa. As atletas estiveram envolvidas em todas as etapas do processo, desde as escolhas do design até a definição do produto final, para garantir que o uniforme refletisse a visão e a personalidade da equipe.
#YoungBoys #Suiça #CamisaDeFutebol #CamisaDeTime #Design
Muito se discute sobre qual foi o time mais beneficiado pelo regime fascista na Espanha. Essa discussão permeia uma das várias camadas da rivalidade entre Real Madrid e Barcelona no El Clásico. O PELEJA te conta um pouco mais sobre essa disputa.
#ElClasico #Barcelona #RealMadrid #Ditadura #Espanha
Em 1996, Fernando Diniz, então meia do Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo, precisou cumprir as obrigações eleitorais e foi mesário nas eleições municipais de São Paulo. Em entrevista à Folha de S. Paulo na época, o ex-técnico do Corinthians afirmou não ter gostado da experiência.
"Eu preferia ficar treinando com o grupo. Não é muito bom ser mesário", disse o ex-jogador. “No primeiro turno, a urna eletrônica da minha seção eleitoral teve um pequeno problema na impressão dos mapas eleitorais", recordou.
Naquele ano, Luxa preparava o Palmeiras para encarar o Atlético-MG pelo Brasileirão, mas precisou liberar Fernando Diniz para trabalhar nos dois turnos da eleição, assim como Marcelo, que era o goleiro da equipe alviverde. Os dois perderam treinos em Serra Negra, no interior paulista.
Na eleição municipal de 1996, os candidatos à Prefeitura de São Paulo eram Luiza Erundina, então no PT, e Celso Pitta, do PPB (hoje PP). Enquanto o goleiro escolheu Pitta, que venceu a disputa, Diniz declarou voto em Erundina.
#FernandoDiniz #Eleições #Mesário #Eleições2026
A aparência de Colônia carrega as marcas de uma cidade que sobreviveu à guerra e se reinventou por meio da arte, da diversidade e da resistência. No documentário “Colônia de todos”, o PELEJA mostra como o clube que disputa a @Bundesliga_DE abraçou essas expressões e levou o espírito da cidade para dentro do futebol.
#Colônia #Alemanha #Torcida #Cultura #Resistência
Desde o início de outubro, milhares de pessoas estão se mobilizando nas ruas da Espanha na luta por moradia. Uma pesquisa recente do Centro de Investigaciones Sociológicas mostrou que 55,7% dos espanhóis percebem a habitação como o principal problema do país.
Mas, afinal, como o país chegou nesse ponto? E o que o futebol tem a ver com isso? A repórter Maria Tereza Santos mostra, no site do PELEJA, como os estádios de Barcelona e Real Madrid ajudam a entender essa história:
peleja.com.br/politica/barce…
#Moradia #Habitação #PolíticasPúblicas #Barcelona #Madrid #Espanha
Antes de a bola rolar, dois torcedores se encontravam no centro do gramado do Estádio Olímpico. Cada um carregava a bandeira de seu clube. Juntos, cumprimentavam as arquibancadas e trocavam os símbolos diante do público, em uma cerimônia que se repetia nos encontros entre as equipes.
Os protagonistas eram Roma e Napoli. Durante parte dos anos 1970 e 1980, suas principais torcidas organizadas mantiveram um gemellaggio, termo italiano que designa uma relação de irmandade. Os visitantes eram recebidos pelos anfitriões, compartilhavam setores do estádio e ouviam o nome de seu clube cantado pela torcida adversária.
Esse tipo de aliança se difundiu no futebol italiano com o crescimento dos grupos organizados, que podia nascer de amizades entre integrantes, afinidades políticas ou adversários em comum. Entre Roma e Napoli, a aproximação também tinha uma dimensão geográfica e esportiva.
Os dois clubes estavam fora do eixo de Turim e Milão, cidades de Juventus, Torino, Milan e Internazionale. Para setores das duas torcidas, o sucesso de outra equipe do centro-sul oferecia uma possibilidade de enfrentar o domínio dos clubes do norte.
O confronto ficou conhecido como Derby del Sole, o Clássico do Sol, nome associado à localização das cidades e à atmosfera de confraternização. Entre os grupos envolvidos estavam o Commando Ultrà Curva Sud, da Roma, e o Commando Ultrà Curva B, do Napoli. A organização romanista foi uma referência para os napolitanos, que incorporaram cantos e práticas observados entre os amigos da capital.
Em 1982, na vitória da Roma por 3 a 1 no estádio San Paolo, romanistas acompanharam a partida na Curva B, junto dos torcedores do Napoli. Mesmo com a contestação dos anfitriões ao próprio time, os visitantes puderam comemorar o resultado.
A Roma conquistou o Campeonato Italiano de 1983. No ano seguinte, a chegada de Diego Maradona começou a alterar as possibilidades do Napoli, que investiu na formação de uma equipe capaz de disputar o título. A aproximação esportiva colocou os antigos aliados na concorrência pelas mesmas conquistas.
Foi assim que as coisas começaram a mudar. A amizade, porém, também passou a enfrentar conflitos ligados à identificação dos torcedores com determinados jogadores. Um deles chegou a Nápoles em 1985: Bruno Giordano, atacante que havia defendido a Lazio por dez temporadas.
Giordano mantinha uma forte ligação com a maior rival da Roma. Sua contratação pelo Napoli criou uma tensão dentro do gemellaggio: um jogador valorizado pelos napolitanos continuava sendo alvo de insultos dos romanistas. Parte da torcida do Napoli passou a responder com ofensas a Bruno Conti, ídolo da Roma.
Segundo a análise do escritor Angelo Forgione, essa troca de insultos ficou evidente no encontro de outubro de 1986, no Olímpico. Ainda assim, o registro daquela partida, vencida pelo Napoli com gol de Maradona, mostra que a tradicional troca de bandeiras foi mantida.
Naquele mesmo ano, a Curva Sud atravessou uma divisão interna com a contratação de Lionello Manfredonia, outro jogador com passado na Lazio. Segundo o jornal Il Romanista, a crise no Commando enfraqueceu os defensores do gemellaggio e abriu espaço para grupos que já rejeitavam a relação com os napolitanos.
Quando Roma e Napoli voltaram a se enfrentar no Olímpico, em 25 de outubro de 1987, a aliança já estava desgastada. O Napoli chegava como campeão italiano pela primeira vez. Antes do início da partida, os representantes das torcidas entraram em campo para repetir o ritual das bandeiras. Mas os napolitanos foram recebidos com vaias e objetos lançados da arquibancada. A cerimônia, que antes confirmava a amizade, expôs o rompimento antes mesmo de o jogo começar.
Dentro de campo, a Roma abriu o placar com Roberto Pruzzo no início do segundo tempo, e o Napoli ficou com nove jogadores depois das expulsões de Careca, por uma cabeçada em Fulvio Collovati, e de Alessandro Renica, pelo segundo cartão amarelo. Mesmo assim, Giovanni Francini empatou de cabeça em um escanteio cobrado por Maradona, e o placar permaneceu em 1 a 1. Ao fim da partida, Salvatore Bagni dirigiu à Curva Sud o gesto dell’ombrello, equivalente a uma “banana”, que se tornou a imagem mais conhecida do rompimento definitivo entre as torcidas.
Bagni reconheceu o erro em entrevistas posteriores. Em uma declaração ao Il Romanista reproduzida pelo Goal, afirmou que havia sido insultado, que se arrependeu imediatamente e que pediu desculpas diversas vezes.
Nas décadas seguintes, os encontros passaram a acumular episódios de violência. Em junho de 2001, o Napoli, que lutava contra o rebaixamento, recebeu a Roma na penúltima rodada do Campeonato Italiano, e o empate por 2 a 2 adiou a conquista do título pelos visitantes. Fora do estádio, houve confrontos antes e depois da partida. O jornal L’Unità registrou cerca de cinquenta feridos, incluindo dois romanistas esfaqueados. Também foram incendiados oito automóveis, seis pessoas foram presas e houve danos à estação de Campi Flegrei.
A violência chegou ao limite com o assassinato do napolitano Ciro Esposito em 2014, cometido pelo ex-ultra romanista Daniele De Santis. Em 2023, confrontos numa rodovia levaram à suspensão das torcidas visitantes dos dois clubes por dois meses.
A antiga convivência nas arquibancadas deu lugar a restrições para impedir novos encontros violentos entre as torcidas de Roma e Napoli. Hoje, quando os clubes se enfrentam, o clima que já foi de amizade é de tensão extrema.
#Roma #Napoli #DerbyDelSole #SerieA #Itália










