Só um desabafo aqui:
Desde 2003 em média mais de 80% da população é favor da redução da maioridade penal. Isso abrange todos espectros políticos. Apesar de apenas ~1% dos crimes serem cometidos por menores o que importa é a mensagem.
Quantos de nós não nos sentimos desamparados? Há quanto tempo não existe alguma resposta/movimento concreto por parte do legislativo? Quantas vezes não ouvimos noticias de inocentes sofrendo assasinados enquanto policiais não cansam de falar que prendeu um cara varias vezes mas a justiça mandou soltar?
A vontade do povo, da maioria ( direita/esquerda) é reprimida a mais de 20 anos nesse tema.
Só de curiosidade mesmo,
voce se identifica mais como:
61%Direita
24%Centro
11%Esquerda
4%Sem opinião
123 votes • 2 hoursPara clarear um pouco mais a última polemica que assustou todos nós:
Pessoal eu ouvi toda a entrevista do Andre Lara com Luiz Orenstein da Dynamo.
A ideia em si é um pouco menos nociva do que sugere no texto.
Os 7,5% citados por Lara vem da ideia de aplicar um acréscimo (arbitrário) em cima da banda máxima da meta de inflação. No entanto, na própria entrevista ele diz que esses 7,5% não é cravado e seria algo desenhado a várias mãos inclusive com o próprio mercado.
Orenstein corretamente rebateu que esses 3% reais não faz sentido até porque o próprio juros americanos ja remunera 2,5% reais.
O que iria acontecer? Provável mesmo se aplicado a proposta os juros iriam parar em um limite superior.
O que pensa Lara? Ele diz que uma própria sinalização de uma gradativa diminuição dos juros ajudaria a ancorar as expectativas de mercado e aliviar a trajetória do endividamento público.
Quem sou eu na fila do pão, mas nesse sentido concordo com ele porém so mexer na política monetária e não no fiscal não é eficiente. Muito do que está no cambio e na curva de juros reflete uma questão de credibilidade.
O que é um risco do que poderia acontecer se juros caem por decreto mas tudo continua constante? Haverá estresse no cambio e na curva longa de juros. E cambio é inflação na veia, é um choque que pode se espalhar rapidamente como foi na Turquia. Porém para deixar as pessoas tranquilas o que foi executado na Turquia foi algo muito mais agressivo do que esta na proposta.
Acho extremamente improvável de acontecer aqui e o medo que foi gerado essa semana foi superestimado apesar de ajudar a passar a mensagem do risco disso ao governo.
Então a aposta é mais ou menos assim: O que vai ganhar? A direção do bc para diminuir expectativas de crescimento da divida por causa dos juros ou impacto no estresse causado no cambio e nas curvas longas? 7,5% é fora de cogitação mas existe um ponto otimo nisso? acho que é debativel
E por fim temos que concordar que temos uma anomalia que perdura a anos aqui. Os juros curtos tem mais premio que os longos. A selic carrega um rendimento real hoje de 9% enquanto os titulos longos dao 7%. Sendo que na teoria titulo longo tem premio de risco maior, logo daria para pagar tranquilo IPCA+5% na selic sem grandes transtornos em minha opiniao.
Porem porque ta 9% porque nao conseguiram ancorar 3% da meta de inflacao. Eai muda a meta? Espera mais alguns anos de juros altos para ver se converge? Eu nao sei e deve ser uma outra dor de cabeça para o BC
Vance CNPI retweeted
Um dos pais do Plano Real leva ao Lula esta semana um conselho fiscal e monetário que defina uma faixa pro juro: Selic de 3% a 5,5%.
A Turquia baixou juro no grito em 2021. O dólar foi de 8 pra 18 liras em 3 meses.
Chuta aí: Selic a 5,5%, dólar a quanto?
Vance CNPI retweeted
Pessoal nessa hora que temos que agradecer por ter um BC independente.
O exemplo da lira turca pelo jeito não serviu para nada
Eu que não invisto em fundo nenhum talvez aceitaria essa oferta.
Sabe quem chegou a cobrar só taxa de performance e 0% de administração? Sim, ele mesmo, o Warren Buffet
Por que deu certo? Porque alem de ser competente o dinheiro dele estava todo ali. E essa seria minha moeda de troca, so investiria se pelo menos 70% dinheiro do gestor estivesse no fundo e fosse um patrimônio significativo em relação a renda do gestor.
Vance CNPI retweeted
@grok Considering Brazil's institutional quality today (after Lula's victory) vs Argentina's back then - access the % probability that Lula's government will manipulate CPI like what Argentina did between 2007 to 2015. Read @VanceEquities post below. Reply with a % probability and your reasoning.
nitter.gq/VanceEquities/status/2…
Aos investidores de NTNB:
Quero deixar um aviso:
Isso não é narrativa terrorista, mas sim mostrar um risco baseado em fatos reais.
Argentina 2006:
Voce, cidadão, vai investir no tesouro direto de seu país:
Existia um título semelhante ao nosso IPCA+ , o CER+. Dívida em moeda nacional, risco soberano, reajuste pela inflação. O que poderia dar de errado?
Simplesmente o governo a partir de um ano decide adulterar o índice oficial de inflação. A situação é tão rídicula que o índice oficial chega a ficar 3x menor que a inflação real.
Aqueles títulos pagavam na época inflação+5% passaram a render na prática inflação -10% ao ano e o dinheiro da poupança das famílias e investidores foi dizimado.
Porém como isso aconteceu?
Em resumo:
Foi comprovado as fraudes, o responsável foi preso décadas depois mas ninguém ganhou o dinheiro que foi roubado pelo estado na época.
A seguir segue detalhes como isso aconteceu ( texto IA)
Falando em Argentina: Interessante ver essa comparação nosso CDI vs inflação com o CDI vs inflação deles
Brazil's fixed income market is interesting to me as it is the only liquid emerging market that has consistently paid investors a high real yield, regardless of who was in power. Argentina is an example of the many EMs that would have bankrupted you as a fixed income investor. Their government even faked inflation data.
Amongst the high yield sovereign debt universe, I feel much better about the macro of Kazakhstan and Uzbekistan and already have exposure there. But the much lower liquidity caps how much you can deploy.
There are many loud voices saying 'this time is different' and that Lula will turn Brazil into Venezuela. But just one week ago, there were also loud voices saying Bolsonaro's win is a sure thing.
Still researching Brazil. It is the only EM I'm interested in outside CEE & CIS region, partly due to their consistent high real yield. The consistently high real rates may also be why Brazil has benefited fixed income investors much more than equity investors. $EWZ $BLTN $USDBRL
Vance CNPI retweeted
Post excelente do @VanceEquities.
Crescimento não necessariamente se traduz em altos retornos, mas com frequência resulta em retornos abaixo da média.
Reforço essa ideia com um exemplo real na figura abaixo.
Apesar de a IBM superar amplamente a Standard Oil em todas as métricas de crescimento de 1950 a 2012, o valuation cobrou o seu preço.
O fato de a Std Oil negociar a múltiplos baixos (metade do P/L da IBM) e com dividend yields elevados (o dobro da IBM) permitiu ao investidor acumular 12,7 vezes mais ações via reinvestimento de dividendos, contra 3,3 vezes na IBM.
O resultado final no bolso? O retorno total da Standard Oil foi de 12,66% a.a. contra 11,32% a.a. da IBM. No longo prazo, a empresa de "menor crescimento" gerou o dobro de capital final que a de “maior crescimento”.
Gostaria que voces guardassem esse gráfico:
Compressão de múltiplos é lucrativo a longo prazo, não desanimem, o que importa é que o ativo continue existindo e gerando caixa
Aqui temos o que aconteceria com 3 ações com zero crescimento real , yield inicial de 8% e lucro constante:
Ação Laranja: Mantém o múltiplo
Ação Verde: Múltiplo comprime 50% em uma crise e nunca mais volta
Ação Azul: Múltiplo comprime 50% em uma crise e passado a crise, após 5 anos, volta ao seu múltiplo natural ( cenário realista)
Quem deu mais retorno em 12 anos? Os ativos passaram por uma crise.
Esse é o segredo, manter os lucros, o resto não importa!
E cada vez mais valorizo ativos pagadores de dividendos. Parte do lucro voltar para seu bolso faz diferença sim.
Esse retorno dos gráficos só é possível porque voce teve a chance de recomprar os ativos a um yield maior.
Lembre-se, empresas no geral, nesse ponto são idiotas. Se a ação está com retorno de 15% e o ROIC dela é 10% ela vai continuar reinvestindo no ROIC de 10% ao invés de fazer recompras ou te dar a possibilidade de reinvestir na própria ação a 15%. E foi nesse ponto que o Henry Singleton fez história ( Quem não conhece pesquise sobre ele)
Aos investidores de NTNB:
Quero deixar um aviso:
Isso não é narrativa terrorista, mas sim mostrar um risco baseado em fatos reais.
Argentina 2006:
Voce, cidadão, vai investir no tesouro direto de seu país:
Existia um título semelhante ao nosso IPCA+ , o CER+. Dívida em moeda nacional, risco soberano, reajuste pela inflação. O que poderia dar de errado?
Simplesmente o governo a partir de um ano decide adulterar o índice oficial de inflação. A situação é tão rídicula que o índice oficial chega a ficar 3x menor que a inflação real.
Aqueles títulos pagavam na época inflação+5% passaram a render na prática inflação -10% ao ano e o dinheiro da poupança das famílias e investidores foi dizimado.
Porém como isso aconteceu?
Em resumo:
Foi comprovado as fraudes, o responsável foi preso décadas depois mas ninguém ganhou o dinheiro que foi roubado pelo estado na época.
A seguir segue detalhes como isso aconteceu ( texto IA)
Fase 2 (janeiro de 2007):
intervenção aberta
Moreno teria removido Graciela Bevacqua, diretora do IPC, e a substituído por Beatriz Paglieri, depois que Bevacqua se negou a lhe passar a lista dos comércios pesquisados. Depois disso, segundo o tribunal, os pedidos de Moreno cessaram de forma abrupta, justamente porque Paglieri passou a ocupar a posição estratégica para o objetivo.
O primeiro número manipulado já foi grosseiro. Com uma mudança metodológica induzida, o item turismo não registrou nenhuma variação entre janeiro de 2006 e 2007: um chamativo 0%. Em pleno verão argentino. A versão oficial do governo para justificar a intervenção foi que "interesses financeiros" dentro do órgão fabricavam um IPC acima do real para gerar lucro aos detentores de títulos públicos.
A reação: rápida, vinda de dentro e do mercado
Funcionários: o sindicato ATE do INDEC denunciou a intervenção e protestou na porta do órgão por anos.
Mercado: o resultado imediato foi um aumento marcado do prêmio de risco argentino, porque a manipulação foi percebida como um default "de facto" das obrigações ajustadas por inflação.
Índices privados: entre abril e maio de 2007, a Ecolatina publicou o primeiro índice de inflação privado. Províncias como San Luis mantiveram índices próprios, que passaram a servir de referência informal.
A escalada (2008–2015)
Primeiro, o "apagão estatístico" se espalhou: a intervenção também obstruiu ou paralisou as medições de emprego e pobreza. Isso é típico: quando um índice é comprometido, os que dependem dele também ficam sob suspeita.
Depois veio a perseguição aos índices alternativos. Moreno multou e processou quem publicava estimativas independentes de inflação. A resposta política foi o IPC Congreso, que juntou parcerias hoje impensáveis, como Patricia Bullrich e Sergio Massa. Os deputados publicavam a média das consultorias, porque eles tinham imunidade e as consultorias não.
A diferença entre o índice oficial e as estimativas privadas cresceu com o tempo: o oficial ficava na casa de ~10% ao ano enquanto as estimativas privadas iam a 20% e muito mais. O desfecho veio com a censura do FMI em 2013, o IPCNu em 2014 e a emergência estatística do Macri em 2016.
Gostaria que voces guardassem esse gráfico:
Compressão de múltiplos é lucrativo a longo prazo, não desanimem, o que importa é que o ativo continue existindo e gerando caixa
Aqui temos o que aconteceria com 3 ações com zero crescimento real , yield inicial de 8% e lucro constante:
Ação Laranja: Mantém o múltiplo
Ação Verde: Múltiplo comprime 50% em uma crise e nunca mais volta
Ação Azul: Múltiplo comprime 50% em uma crise e passado a crise, após 5 anos, volta ao seu múltiplo natural ( cenário realista)
Quem deu mais retorno em 12 anos? Os ativos passaram por uma crise.
Esse é o segredo, manter os lucros, o resto não importa!
E cada vez mais valorizo ativos pagadores de dividendos. Parte do lucro voltar para seu bolso faz diferença sim.
Esse retorno dos gráficos só é possível porque voce teve a chance de recomprar os ativos a um yield maior.
Lembre-se, empresas no geral, nesse ponto são idiotas. Se a ação está com retorno de 15% e o ROIC dela é 10% ela vai continuar reinvestindo no ROIC de 10% ao invés de fazer recompras ou te dar a possibilidade de reinvestir na própria ação a 15%. E foi nesse ponto que o Henry Singleton fez história ( Quem não conhece pesquise sobre ele)
Vance CNPI retweeted
A Califórnia vota na terça um imposto de 5% sobre o patrimônio de quem tem mais de US$ 1 bi. Cobrança única, sobre a fortuna no mundo inteiro.
Os defensores prometeram uns US$ 100 bi. Um paper de Stanford que saiu pelo NBER este mês refez a conta e chegou em US$ 30 bi.
Boa parte da diferença tem nome. Antes da data de corte (1º de janeiro), 7 bilionários saíram do estado e levaram quase 30% da base. Só Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, somam US$ 26 bi de imposto que não vai entrar. O resto é desconto pelo risco de a lei cair na Justiça.
E tem o que ficou fora da planilha. Os bilionários de lá pagam de US$ 3,3 a 5,8 bi por ano de imposto de renda estadual. Quem vai embora para de pagar pra sempre.
Na média de 100 mil simulações, o estado perde US$ 38,9 bi a valor presente. Em 85% delas a conta fecha no negativo.
O Brasil discute taxar grande fortuna faz anos. O nosso bilionário é menos móvel que o da Califórnia?
fonte: Jaros e Rauh (Stanford), NBER WP 35899
Novamente fica o alerta:
Ver mais declarações abertas como essa é perigoso pois 4 anos atras não tinha tanta gente interna do partido declarando zero ajuste fiscal.
Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição. O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular. O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!
Nesse momento de terceiro dia de quedas temos:
- Juros mais altos
- Perspectivas macro ruins como essa declaração
É mais que justificável quedas grandes pois ajustamos a taxa de desconto e ajustamos as perspectivas de lucro para baixo para os próximos anos
O que é racional pensar que vai acontecer:
Declarações ruins para o fiscal vão continuar ocorrendo até um pico de estresse igual dezembro de 2024.
Chegamos nele? Nao acho, o que me leva a crer, mas é apenas uma aposta, que temos ainda mais para cair nas smallcaps
Porem nesse bolo existem empresas em que o lucro nao deve ser afetado de forma significativa pelo macro adverso. Na teoria essas empresas não eram para acompanhar na queda mas a probabilidade maior é de cair junto com as outras.
Vende-las por isso é algo justificavel mas é uma aposta.
Eu particulamente nao gosto de fazer apostas por isso me limitei a vender somente 10% dessas posições.
Posso estar errado mas seguindo o raciocínio ainda acho tem mais de 50% de chance de eu recomprar esses fluxos de caixa mais baratos.
🏛️ *BANCADA DO PT DESCARTA DISCUSSÃO SOBRE AJUSTE FISCAL NA CÂMARA*
O líder do PT na Câmara, *Pedro Uczai (SC), afirmou que a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, não tem em sua pauta legislativa a aprovação de um ajuste fiscal*. Após reunião da bancada em Brasília, o deputado destacou que a prioridade do grupo é ampliar direitos sociais e atender às demandas da população. *“Nossa federação não tem nenhuma discussão de ajuste fiscal”*, declarou, defendendo avanços sociais com participação da sociedade brasileira.
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