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I burned out, i found forgiveness. Tentando ser a minha melhor versão.

Fortalcity, Brazil
Joined May 2024
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Como você acha que vai mudar se mantém os mesmo hábitos?
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80 anos parecem muito. 969 parecem uma eternidade. Mas bastam 24 meses para transformar alguém irreversivelmente, para marcar a alma, distorcer a visão do mundo e mudar o curso de toda a vida que vem depois. Ela completa 20 anos. Boa sorte.
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ai galera é só um botão vcs são muito preguiçosos
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Vocês falam de amor como se fosse magia, mas tropeçam nas próprias ilusões como quem coleciona troféus invisíveis.
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Porque existe uma beleza rara em quem não implora por encantos, em quem não confunde migalhas com banquete, em quem aprende a florescer mesmo sem plateia.
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E, no fim, quem se torna inteiro já não se deslumbra com o falso brilho pois reconhece, sem alarde, que a luz mais honesta é a que nasce de dentro e não pede permissão para existir.
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Pare de se abandonar em silêncio.
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Estou cansado, chefe. Mas não é um cansaço simples, desses que o descanso resolve. Já não sei exatamente do que estou cansado e talvez esse seja o sinal mais claro da exaustão. A pior parte não é o esforço, nem o tempo que passou.
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Não por maldade, mas por esperança. Era mais fácil desejar ter feito as coisas certas do que encarar se, de fato, eu as fiz. Confundi intenção com realidade. Confundi aparência com avanço. E, enquanto eu me convencia de que estava bem, o tempo passou outra vez.
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Não com violência. Passou em silêncio. E esse talvez seja o cansaço mais profundo: o de acordar e perceber que não foi a dor que me parou, mas a acomodação disfarçada de estabilidade.
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Esse ano eu morri. Morri nas pequenas coisas, nos dias em que me deixei afundar, nos silêncios que engoli, nas escolhas que adiei. Morri um pouco cada vez que deixei a vida me levar sem lutar, acreditando que era o destino decidindo por mim.
Esse ano eu morri, próximo ano eu não morro.
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Mas o próximo ano... o próximo ano eu não morro. Não vou me entregar à sorte, nem culpar o azar. Não vou esperar que o vento mude sozinho. Dessa vez, eu serei o vento. Serei presença no lugar onde fui ausência, movimento onde fui estagnação, grito onde fui silêncio.
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Não peço que a vida seja fácil, peço apenas a força de vivê-la inteira. E que, ao olhar para trás, eu não veja outra morte lenta, mas um ano em que aprendi que o que estava morto dentro de mim finalmente escolheu viver.
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Esse ano eu morri, próximo ano eu não morro.
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