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Chevy Chase, MD
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Surpreendente honestidade….
Ministro da articulação política diz que ajuste fiscal não está em discussão e não é prioridade de Lula
www1.folha.uol.com.br/mercad…
Tony Volpon 🇧🇷 🇺🇸 retweeted
A ESQUERDA DE CONDOMÍNIO E A DITADURA POR ANTECIPAÇÃO
Que beleza o tuíte de Thiago Süssekind em 2 de novembro de 2022. Com caminhão atravessado na estrada e senhora de bandeira na porta de quartel, ele resolveu salvar a democracia em seis linhas. Pedir golpe estava barato demais, diagnosticou.
O remédio veio numa escada de verbos que qualquer coronel de 1969 assinaria sem ler: investigar, processar, punir, tornar inelegíveis, prender. E de sobremesa, a justificativa: tudo isso para não preparar o terreno da ditadura.
O homem descreveu a ditadura e chamou de vacina. Tornar inelegível quem diz o que não deve tem nome na história do Brasil, e o nome é cassação de direitos políticos, o brinquedo predileto do AI-5. Repare também no que falta na lista. Não há presunção de inocência, não há direito de defesa, não há distinção entre quem falou bobagem na porta do quartel e quem tramou alguma coisa.
Há um verbo empurrando o outro até chegar ao último, que é prender. Quem atentou contra a democracia que responda com provas, processo e sentença. Mas nenhuma ameaça dá a ninguém procuração permanente para suspender os limites do próprio poder.
Jabor diria que conhecia essa gente de perto, que conviveu com ela a vida inteira nos bares do Leblon, nas pré-estreias e nos seminários sobre o povo brasileiro onde o único povo brasileiro presente era o garçom.
Lembraria que nos anos setenta eles chamavam o general de fascista, e que hoje sonham com um general de toga que prenda os fascistas deles. E faria a comparação que dói.
O general, ao menos, tinha a decência do cinismo. Dizia "segurança nacional", e o país inteiro entendia: censura. O censor de agora fala em defesa das instituições e ainda espera aplauso. O vocabulário passou pela faculdade de Direito, fez mestrado em Coimbra e voltou com parecer. A intolerância continua lá dentro, agora assinando com caneta importada.
Jabor também não deixaria passar a palavra que abre o tuíte. Custo. O progressista brasileiro descobriu a economia de mercado justamente na hora de precificar a liberdade alheia. Pedir golpe está barato? Aumenta a tarifa. Opinião errada paga pedágio, e quem fixa o valor é ele, de bermuda de linho, entre um negroni e outro.
O truque, portanto, é mais elegante do que fraudar urna. Em vez de abolir a eleição, regula-se o terreno onde ela acontece: quem pode falar, o que pode circular, qual plataforma fica no ar, qual candidato amanhece com inquérito.
O eleitor segue soberano, desde que exerça a soberania dentro do cercadinho. A ditadura velha assumia o próprio nome. A nova vive de negá-lo, e nega com tanta convicção que talvez já acredite.
Ninguém precisa dar ordem. Esse é o refinamento. O juiz sabe qual decisão rende homenagem na imprensa e qual rende linchamento. O procurador sabe, o reitor sabe, o editor sabe.
O Brasil inventou a ditadura por antecipação, em que todos obedecem a uma ordem que ninguém deu e ainda saem se achando corajosos, com a vantagem adicional de não deixar impressão digital em lugar nenhum.
O medo, por sua vez, foi industrializado e terceirizado. Não há mais censor sentado na redação, porque cada redator carrega um no peito. O professor mede a frase antes da aula, o empresário apaga o post antes do almoço, o servidor público descobriu que opinião é luxo de aposentado.
A liberdade de expressão continua garantida pela Constituição, assim como o direito de atravessar a Marginal a pé.
E então vem a contabilidade moral. O país foi dividido entre democratas certificados e suspeitos sob observação. O adversário deixou de ser alguém a convencer e passou a ser alguém a neutralizar, de preferência com aplauso.
Millôr economizaria a indignação e apontaria a aritmética. Para salvar o país da ditadura, aplicam-se os métodos da ditadura contra quem pede ditadura, e a objeção ao regime militar, nessa conta, nunca foi o método, só a escolha do alvo. A democracia brasileira vai muito bem, obrigado, desde que ninguém cometa a inconveniência de usá-la.
Olavo acharia tudo isso educado demais. Diria que não se trata de vaidade nem de temperamento, mas de método, e daria nome ao bicho: mentalidade revolucionária.
O revolucionário julga o presente em nome de um futuro que só ele enxerga, e por isso acusa o adversário exatamente daquilo que está fazendo. Pedir cadeia para evitar a ditadura seria, para Olavo, a inversão em estado de laboratório. E ele mandaria o leitor ao manual do próprio adversário.
Gramsci ensinou que a conquista do Estado começa pela conquista da cultura, e a esquerda passou décadas ocupando universidades, redações e editoras até que a frase de Süssekind pudesse ser escrita sem um pingo de constrangimento. Quem decide quem é democrata não precisa ganhar debate, e prender o adversário passa a soar como higiene.
Olavo diria ainda que a plateia foi fabricada. Nelson responderia que fabricada ou não, ela gostou. Quinze mil pessoas leram "prender" e apertaram o coraçãozinho, com a mesma ternura com que curtem foto de gatinho. Nelson veria ali gente que nunca amou a liberdade, só o privilégio de escolher quem seria perseguido.
O tuíte não é surto, é retrato. A elite progressista é autoritária, e não por acidente. Quem se acredita moralmente acima do resto do país deixa de enxergar no adversário um erro de cálculo e passa a enxergar um defeito de caráter, e defeito de caráter não se debate, se trata.
Talmon chamou isso de democracia totalitária e foi buscar a origem nos jacobinos, não nos quartéis. Aron registrou a indulgência da intelligentsia com a violência do seu lado e a severidade impiedosa com as falhas dos outros. Releia o tuíte com os dois ao lado e está tudo lá.
Quatro anos depois, inelegibilidade e cadeia deixaram de ser hipóteses de tuíte. E quem aplaudiu continua aplaudindo, com a tranquilidade de quem acredita que a justiça será sempre administrada pelos seus.
O brasileiro descobriu uma forma extraordinária de conviver com o autoritarismo: basta que o perseguido seja alguém de quem ele não gosta. O problema dos generais, afinal, nunca esteve inteiramente resolvido. Parte da plateia apenas queria escolher os generais.
🤖 Made with AI
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World Bank Economist working in Paraguay during the dictatorship in the 1970s explains the difficulty of getting things done in Paraguayan and Latino culture - and how you need to adjust your expectations down
Tony Volpon 🇧🇷 🇺🇸 retweeted
Lula threw nearly 2% of Brazil’s GDP into the election campaign between direct fiscal and quasi-fiscal measures.
Let that sink in.
Brazil enters 2027 with rising debt, more than 91% of spending compulsory, limited room for further revenue-led adjustment, a spending rule increasingly weakened by exemptions, and a primary balance well below debt-stabilizing levels.
Measures announced during the election cycle are expected to add pressures, with a combined fiscal package implemented by the government since the beginning of the year exceeding BRL200bn (~2% of GDP).
#Brazil $EWZ
>be Lula
>get convicted of corruption
>get sentenced to 12 years
>get released by the STF on procedural errors
>never actually acquitted lmao
>beat Jair Bolsonaro in 2022
>Jair gets thrown into jail over an alleged coup attempt
>Congress votes to cut his sentence
>Lula vetoes it
>four years later, face his son
>during a debate, threaten to also lock him up if he loses the election
>election day
>former private lawyer, now STF judge, extends voting by 2 hours nationwide
>request came from Lula's own coalition
>win by 4 million votes in a runoff with no paper trail
>next day, Moraes orders the losing candidate to surrender his passports
>victory speech: "we're going to regulate social media"
>"democracy" lmao
>RIP Brazil
MMTismo voltando a moda?
The entire Financial Times editorial board has published a piece urging Lula to cut government spending and appoint a finance minister who enjoys the confidence of investors.
I get the impression that the FT editorial board has never opened an economics book other than some outdated introductory macroeconomics textbook, perhaps something by Mankiw. Otherwise, it's hard to explain such astonishing arrogance and economic ignorance.
Lula and the Brazilian people have absolutely no reason to bow to the demands of financial markets. Brazil is Latin America's largest economy, a major regional power, and a country with a high degree of monetary sovereignty. Around 97% of the central government's debt is denominated in its own currency, the Brazilian real.
The relationship between the state and financial markets is therefore nothing like the FT portrays it. Brazil is not dependent on financial markets. On the contrary, financial markets depend on government spending, which creates financial assets for the private sector, while government debt denominated in the national currency is one of the instruments through which those assets are held.
What Brazil needs is not capitulation to financial markets, but an independent economic policy focused on expanding production, creating jobs, and improving people's living standards.
Armed with the insights of heterodox economic theory, Brazil has the potential to show the world what a genuine economic miracle looks like. ft.com/content/79785581-88c2…
Simpatia do mercado? Onde?
Alckmin é o mais cotado para comandar Ministério da Fazenda em quarto mandato de Lula.
Vice-presidente se aproximou muito de petista nos últimos tempos, tem a simpatia do mercado e defende o ajuste das contas públicas.
Nas duas vezes em que fez pronunciamentos na noite deste domingo, 25, após a vitória nas urnas, o petista elogiou Alckmin e pediu para que ele falasse na sua frente. “Feliz do presidente que tem um vice da qualidade, lisura de comportamento e lealdade que tenho no Alckmin”, afirmou Lula ao comemorar o resultado das urnas em um hotel da capital paulista.
Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no terceiro mandato de Lula, o vice-presidente foi governador de São Paulo quatro vezes e é conhecido por uma obsessão: a reforma tributária. Tem perfil fiscalista e o apreço do mercado financeiro. Por @VeraRosa61 @Estadao
estadao.com.br/economia/alck…
Eu quero ver quem Lula e o petismo vão culpar…Trump? O “mercado”? Talvez o Bolsonaro!
Nossa democracia linda….
Há algum outro exemplo em todo o mundo democrático em que o candidato derrotado numa eleição presidencial tenha seus passaportes apreendidos e seja proibido de sair do país no dia seguinte à votação, por ordem de um juiz alinhado ao candidato vencedor?
Estou procurando precedentes históricos e, até agora, não encontrei nenhum. A medida é ainda mais extrema considerando que Flávio sequer foi denunciado criminalmente.
😂🥱😂🥱😂🥱
#Economia 📝 Durigan (@DarioDurigan) quer mudar Constituição para cumprir centro da meta fiscal
➡️ Ministro pretende apresentar alteração ainda em 2026 para impedir que o governo se limite ao piso da margem de tolerância
✍️: @sikafruni
⬇️ Leia no Poder360: poder360.com.br/poder-econom…
Esse ping pong de balão de ensaios sobre quem vai comandar a Fazenda é surreal.
Podem botar Cristo no cargo, quem decide é o Lula. E o mais engraçado é ver membros da nossa elite Lebron/Jardins que o apoiaram achando que ele aprendeu alguma coisa e vai, agora, finalmente, com 81 anos de idade, ser fiscalmente responsável.
Que mundo bizarro esse pessoal habita…
É tudo “acenos” e “sinalizações”. Politicas mesmo, nada.
Por @gustavouribe → Por pacificação, Lula planeja acenos a governadores de direita
cnnbr.app/short/c3289512495/






























