🧵 A DERROTA DE BOLSONARO E A IDOLATRIA DA IGREJA
"Bolsonaro perdeu! Deus está julgando a igreja evangélica brasileira e nos livrando da idolatria bolsonarista!"
Essa é a reação de alguns irmãos ao resultado da eleição. Mas será que é isso mesmo?
Segue o fio!
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Fora isso, há aqueles que, pela causa política, comprometem verdades fundamentais da ortodoxia e da ética cristã, cedendo à agenda abortista, teoria queer e outros projetos incompatíveis com as Escrituras. O credo da agenda política se tornou o juiz
Votar em Bolsonaro não significa necessariamente compactuar com a idolatria que há em torno dele. Da mesma forma, votar contra ele não é necessariamente um ato de zelo pelo nome de Deus e pela saúde da igreja. Muitas vezes é exatamente o contrário. +
Daniel Figueiredo retweeted
DEFESA DA VIDA
Muitos progressistas apontam uma suposta contradição na oposição dos cristãos ao aborto. Alegam que, embora se digam defensores da vida, esses cristãos não se importam com os pobres, com a saúde pública, com a dignidade humana, etc. E, sim, precisamos cuidar dos vulneráveis e defender a vida em todas as suas etapas. Isso é um dever da igreja, inclusive.
Mas há algo que não podemos ignorar: se não somos capazes de defender a vida humana quando ela é mais vulnerável, quando sequer pode erguer a voz para pedir proteção, como podemos dizer que defendemos a vida de alguma forma?
Um bebê no ventre materno é o ser humano mais indefeso que existe. Não pode falar, fugir ou lutar por si mesmo. Depende inteiramente de outros para que sua vida seja protegida. Opor-se ao aborto realmente não é tudo o que precisamos fazer para defender a vida, mas certamente é parte indispensável de uma defesa legítima, coerente e, principalmente, humana.
Isso significa que Flávio é inocente de todas as suas acusações? Não. Ele deveria ser investigado e julgado por cada uma delas. Mas o fato é que não há simetria total entre os dois candidatos: entre dois homens maus, um se mostra ainda pior que o outro. +
Uma das coisas mais cansativas dessa época é o clima de "terrorismo eleitoral" que se instala todas as vezes.
Há alarmismo nos dois lados, mas um deles adotou isso como método por excelência, há décadas chamando de fascista tudo aquilo que não é espelho. +
E se essa eleição não for uma grande batalha pela democracia e pelo destino da humanidade? E se ela for mais parecida com uma disputa entre dois candidatos ruins, dos quais temos que escolher aquele que acreditamos que fará menos mal ao país? +


